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O Embaixador Li Jinzhang publicou artigo sobre G20 Hangzhou no Globo
2016/09/01

Em 1 de setembro de 2016, o Globo publica o artigo composto pelo Embaixador Li Jinzhang sobre G20 Hangzhou.

Nos dias 4 e 5 de setembro, a 11ª Cúpula do G20 terá lugar em Hangzhou, China. As principais economias, países convidados e várias organizações internacionais se reunirão nessa cidade para abordar a cooperação econômica internacional e buscar as melhores medidas para o desenvolvimento mundial.

Com 2/3 da população do Planeta, 60% do território e 85% do PIB global, o G20 é a principal plataforma para a governança econômica global. Nas circunstâncias atuais em que o crescimento global ainda é fraco e existem disparidades no desempenho e nas prioridades políticas entre as principais economias, a comunidade internacional deposita grande expectativa em que esta Cúpula possa cimentar os consensos, fortalecer as ações conjuntas e colocar a economia mundial de volta aos trilhos do crescimento saudável.

Nesse contexto, a Cúpula definiu como tema “Construir uma economia global inovadora, revigorada, interconectada e inclusiva” e põe em foco quatro assuntos-chave:

1) Um novo caminho de crescimento. A Cúpula empenha-se em explorar a nova força-motriz econômica através de inovação e reforma, adotar a estratégia de desenvolvimento movida pela inovação, aprofundar as reformas estruturais e aumentar a produtividade de todos os fatores, reforçar a coordenação de políticas macroeconômicas e fomentar o potencial de crescimento de médio e longo prazo da economia mundial. Temos a satisfação de ver que os membros já chegaram a consensos em termos de modelos de desenvolvimento inovador e prioridades das reformas estruturais.

2) A eficácia da governança econômica e financeira mundial. O G20 continuará promovendo a reforma da arquitetura financeira internacional, melhorando a coordenação da regulação financeira, aperfeiçoando a infraestrutura financeira global e incrementando a robustez e a elasticidade do sistema financeiro. Os seus membros reforçarão também sua cooperação no desenvolvimento do financiamento verde, aprimorarão o sistema tributário internacional e implementarão os consensos no combate à corrupção.

3) O comércio internacional e os investimentos. Para enfrentar desafios como a desaceleração do comércio global, o aumento de medidas protecionistas e o impasse nas negociações da Rodada de Doha, o G20 reforçará os mecanismos de comércio e investimento, elaborará uma estratégia de crescimento do comércio e diretrizes para políticas de investimento global, com o objetivo de coordenar respectivas políticas e adotar iniciativas de facilitação comercial. Por sugestão da China, foram criados mecanismos reguladores no quadro do G20, como a reunião dos ministros de Comércio e do Grupo de Trabalho de Comércio e Investimento.

4) Um desenvolvimento inclusivo e interconectado. Impulsionado pela China, nesta Cúpula, pela primeira vez, a questão do desenvolvimento ganhará destaque no quadro da política macroeconômica global e será elaborado um plano de ação para implementar a Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável. A China convidou mais países em desenvolvimento, tornando a Cúpula de Hangzhou mais representativa. Apresentou também propostas ou planos de ação em apoio à industrialização, criação de empregos, cooperação em mudanças climáticas nos países subdesenvolvidos, visando alcançar as metas de desenvolvimento econômico, social e ambiental coordenado, assim como o progresso comum da Humanidade.

Membros importantes do G20 e parceiros estratégicos globais, China e Brasil têm mantido estreita coordenação durante o processo preparatório da Cúpula, e possuem amplos consensos. Vamos trabalhar em conjunto no âmbito do G20 para fortalecer a voz dos países emergentes e trazer contribuições positivas para uma Cúpula frutífera. Ao desejarmos o sucesso da Cúpula, esperamos que o bloco reúna as diversas sabedorias e componha a sinergia indispensável para criar novas visões para o crescimento, a cooperação e a governança global econômica e financeira.

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