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O Embaixador Li Jinzhang publicou artigo sobre a visita do Sr. Xi Jinping, presidente da República Popular da China à América Latina e Caribe e o Segundo Documento sobre a Política da China à Amércia Latina e Caribe
2016/12/08

Em 7 de dezembro de 2016, o Correios Braziliense publica o artigo composto pelo Embaixador Li Jinzhang sobre a visita do Sr. Xi Jinping, presidente da República Popular da China à América Latina e Caribe e o Segundo Documento sobre a Política da China  à Amércia Latina e Caribe.

Neste final do ano, as relações entre a China e a América Latina e Caribe conheceram um novo clímax com a visita de Estado do presidente Xi Jinping ao Equador, Peru e Chile e sua participação da Cúpula da APEC, onde foram alcançados importantes consensos para aumentar a confiança política e a cooperação de beneficio recíproco. Expondo a política chinesa em relação à América Latina e Caribe, Xi traçou as diretrizes de planejamento para o futuro do relacionamento entre os dois lados.

O Segundo Documento sobre a Política da China à Amércia Latina e Caribe, lançado poucos dias atrás, definiu prioridades nas áreas política, econômica e comercial, social, cultural e humana, de coordenação internacional, de justiça, assim como a cooperação em conjunto e com terceiros. Entre elas, no campo político, enaltecer o papel de orientação política do intercâmbio de alto nível entre os dois lados. Através da troca de experiências em governança, mecanismos de diálogos e consultas intergovernamentais, bem como por meio do intercâmbio entre os órgãos legislativos e partidos, será incrementado o entendimento mútuo e consolidada a opinião pública e a conotação estratégica do desenvolvimento das relações sino-latinoamericanas.

No campo econômico, a China está disposta a promover a atualização das cooperações pragmáticas. No ano passado, o volume de comércio bilateral chegou a US$ 236,5 bilhões, e nos primeiros três trimestres deste ano totalizou US$ 161,5 bilhões. O saldo do investimento direto chinês na região chegou a US$ 126,3 bilhões até o final do ano passado, e entre janeiro e setembro deste ano, a cifra já aumentou US$ 25,1 bilhões. Frente ao desafio de elevar a qualidade e a eficiência dessa cooperação, o documento identificou alguns novos pontos de crescimento.

O primeiro deles é explorar a fundo o potencial do comércio bilateral. Vamos promover o comércio de produtos de vantagem comparativa, alto valor agregado e que empregam mais tecnologia, além de reforçar a cooperação no comércio eletrônico e de serviços. Podemos negociar acordos de livre-comércio e outros arranjos de facilitação comercial, com o objetivo de fomentar o desenvolvimento saudável e equilibrado e a diversificação estrutural do comércio bilateral.

O segundo ponto é estimular o investimento industrial e a cooperação na capacidade produtiva. Vamos negociar e assinar mais acordos para proteger o investimento, criando um ambiente propício para os negócios e investimentos. Vamos orientar a capacidade produtiva de boa qualidade da China para que se ajuste às necessidades regionais e contribuir para fortalecer a capacidade de desenvolvimento autônomo da região.

O terceiro ponto é expandir a cooperação financeira. Vamos ampliar a liquidação transfronteiriça em moedas locais e estudar a introdução de um sistema de compensação de renminbi, aproveitar de forma plena o Fundo de Cooperação China-América Latina e Caribe, a linha de crédito para a infraestrutura e o Fundo de Investimento para a Cooperação Industrial China-América Latina, dando apoio às cooperação nas áreas prioritárias e nos projetos de grande importância.

Vale salientar que a infraestrutura é uma das prioridades na cooperação. Nos três primeiros trimestres de 2016, empreteiras chinesas firmaram US$ 10,1 bilhões em contratos na região, com um faturamento de US$ 9,1 bilhões. A China tem interesse em participar de forma ativa do planejamento e da construção de corredores logísticos, energéticos e de informação, a fim de promover a interconectividade da infraestrutura de toda a região.

Além disso, a China também está empenhada em aprofundar o intercâmbio e a cooperação com os países latino-americanos em organizações internacionais, impulsionar a cooperação nas áreas cultural, social e judicial, com o intuito de estabelecer uma base mais sólida e mais extensa para nossas relações.

Como o primeiro país da América Latina a estabelecer uma parceria estratégica global com a China, o Brasil é atualmente o mais importante parceiro comercial e o principal destino de investimentos da China na região. A importação chinesa do Brasil conheceu, neste ano, um crescimento de dois dígitos, o saldo de investimento direto da China no país superou a casa dos US$ 30 bilhões, e mais de 200 empresas chinesas estabeleceram-se no Brasil. Na nova conjuntura, acreditamos que a China e o Brasil devam levar adiante suas cooperações em todos os setores abordados no documento acima mencionado, conduzindo as relações entre a China e a região a uma nova etapa.

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