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Maior reforma e abertura da China promoverá parceria com Brasil
2019/01/08

A decisão da China de abrir mais as portas para empresas estrangeiras ajudará a reforçar a parceria econômica, comercial e financeira China-Brasil, disse um líder empresarial brasileiro.

O governo chinês adotou uma série de medidas, incluindo o apoio a empresas estrangeiras, e isso "me parece muito importante", disse à Xinhua o presidente do Conselho Empresarial Brasil-China (CEBC), Luiz Augusto de Castro Neves.

"Existem várias empresas brasileiras estabelecidas na China, e certamente haverá outras interessadas", disse Neves, citando os regulamentos mais acolhedores da China.

"Qualquer empresa que pretenda investir quer saber como é o ambiente regulatório no mercado de destino, em outras palavras, o que você pode fazer e o que não pode fazer."

A China é o principal parceiro comercial e o maior investidor estrangeiro do Brasil, enquanto o Brasil procura diversificar suas exportações para a China, assinalou Neves, que foi embaixador do Brasil na China entre 2004 e 2008, período em que os laços bilaterais cresceram de maneira notável.

O Comitê de Coordenação e Cooperação de Alto Nível China-Brasil foi criado em 2004. Dois anos depois, o comitê realizou sua primeira reunião, de modo que Neves teve a oportunidade de testemunhar cada passo nos esforços da China para aperfeiçoar suas políticas econômicas.

Neves elogiou a decisão da China de modificar o papel do governo de "ratificar ou aprovar" o estabelecimento de empresas estrangeiras para "apoiá-las e servi-las".

"Uma maior abertura do mercado e menos intervenção conduzem a um ambiente regulatório simples e claro", disse Neves, expressando a confiança de que os laços Brasil-China continuarão a florescer.

As empresas brasileiras estão apostando em uma intensificação contínua das relações, disse.

"O setor privado do Brasil também espera que esses laços de cooperação com a China cresçam ainda mais."

Mais de 200 empresas chinesas estão operando em 23 dos 27 estados brasileiros, segundo Neves. "Espero que a presença das empresas brasileiras na China aumente também."

Para isso, várias organizações brasileiras, incluindo o CEBC e a agência de promoção de exportações e investimentos APEX, "que já tem escritórios de representação na China, promoverão os laços econômicos e comerciais bilaterais em conjunto com o governo chinês", afirmou.

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