Início > Notícias de Atualidade
China comprometida a consultas confiáveis com base em igualdade e benefício mútuo, diz livro branco
2019/06/02

O governo chinês rejeita a ideia de que ameaças de uma guerra comercial e contínuos aumentos tarifários podem ajudar a solucionar os assuntos comerciais e econômicos, disse um livro branco emitido pelo Departamento de Comunicação do Conselho de Estado no domingo.

Guiados por um espírito de respeito mútuo, igualdade e benefício mútuo, os dois países devem impulsionar consultas com base em boa-fé e credibilidade em um esforço para lidar com as questões, diminuir as diferenças, expandir os interesses comuns e defender juntos a estabilidade e o desenvolvimento da economia mundial, segundo o livro branco intitulado Posição da China sobre as Consultas Econômicas e Comerciais China-EUA.

As consultas devem ter como base o respeito mútuo, igualdade e benefício mútuo, disse.

É apenas natural para a China e os EUA, as duas maiores economias e nações de comércio do mundo, experimentar algumas diferenças sobre a cooperação comercial e econômica. O que verdadeiramente importa é como aumentar a confiança mútua, promover a cooperação e administrar as diferenças, indicou.

Para o bem dos interesses comuns dos dois países e da ordem do comércio mundial, e em um esforço estrênuo para impulsionar as consultas econômicas e comerciais, a China permanece comprometida a solucionar as questões por diálogo e consulta, a responder às preocupações dos EUA com a maior paciência e sinceridade, a lidar adequadamente com as diferenças enquanto buscar terreno comum, e a superar os obstáculos para as soluções práticas. Durante as consultas, de acordo com o princípio de respeito mútuo, igualdade e benefício mútuo, a única intenção da China é atingir um acordo mutuamente aceitável, observou o livro branco.

Respeito mútuo significa que cada lado deve respeitar as instituições sociais, o sistema econômico, a via e os direitos de desenvolvimento, os interesses essenciais e as principais preocupações um do outro. Também significa que um lado não deve cruzar as "linhas vermelhas" do outro. O direito ao desenvolvimento não pode ser sacrificado, ainda menos pode ser prejudicada a soberania, segundo o documento.

Quanto à igualdade e benefício mútuo, devemos garantir que os dois lados nas consultas operem em pé de igualdade, que os resultados sejam mutuamente benéficos e que qualquer acordo final seja um de ganhos recíprocos. As negociações não chegarão a nenhum lugar se um lado tentar coagir o outro ou se apenas uma parte se beneficiar dos resultados, afirmou.

A consulta envolve trabalho em direção à mesma meta com boa-fé, observou.

A consulta pede por entendimento mútuo e esforço genuíno de ambos os lados. A consulta é um processo em que as partes envolvidas buscam consenso ou fazem compromisso por discussão. Muitos fatores estão em jogo na consulta. É perfeitamente normal que, durante as consultas, as partes reajam diferentemente a diversas mudanças em fases diferentes com base em seus próprios interesses.

O governo chinês acredita que a consulta econômica e comercial é uma maneira efetiva para solucionar questões. Nada, além do engajamento com boa vontade e entendimento completo da posição do outro, pode contribuir para o sucesso. Caso contrário, será duro atingir um acordo sustentável e obrigatório, pois as partes não encontrarão terreno para um acordo de longo prazo e efetivo.

A boa-fé é a base da consulta. O governo chinês participa dessas consultas com os EUA com a extrema credibilidade e a maior sinceridade. Ao atribuir grande importância às preocupações dos EUA, a China trabalhou duro para procurar por caminhos efetivos e encontrar maneiras para lidar com as diferenças, disse o livro branco.

As 11 rodadas de consultas de alto nível fizeram progresso significativo. Os resultados das consultas não só serviram aos interesses da China, mas também aos dos EUA, como resultado dos esforços de ambos os lados para se empenhar na mesma direção. A China manteve suas palavras durante as consultas. A China enfatizou repetidamente que, se um acordo de comércio for atingido, cumprirá com seus compromissos sincera e fielmente, disse.

Suggest to a friend   
Print