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UA retrocedem em compromissos nas consultas comerciais China-EUA, diz livro branco
2019/06/02

Desde que foram lançadas, em fevereiro de 2018, as consultas econômicas e comerciais já percorreram um longo caminho com a China e os Estados Unidos concordando com a maior parte do acordo. Mas as consultas não têm sido livres de retrocessos, cada um deles sendo resultado da quebra de consensos e compromissos e dos retrocessos dos EUA, segundo um livro branco divulgado neste domingo.

Em resposta à fricção econômica e comercial iniciada pelos EUA, a China foi forçada a tomar contramedidas, já que as relações bilaterais de comércio e investimento levaram um golpe. Para o bem-estar dos chineses e norte-americanos e o desenvolvimento econômico dos dois países, ambos os lados consideraram necessário sentar-se à mesa de negociações para buscar uma solução por consulta, disse o livro branco intitulado Posição da China sobre as Consultas Econômicas e Comerciais China-EUA, divulgado pelo Departamento de Comunicação do Conselho de Estado.

Desde o começo a China defendeu resolver a fricção econômica e comercial através de negociação e consulta. No início de fevereiro de 2018, o governo norte-americano expressou o desejo que a China enviasse uma delegação de alto nível aos EUA para participar de consultas econômicas e comerciais.

Demonstrando grande boa vontade e esforços positivos, a China realizou diversas rodadas de consultas econômicas e comerciais de alto nível com os EUA, caracterizadas por trocas profundas de pontos de vista sobre o desequilíbrio de comércio, entre outras questões importantes. Os dois lados fizeram progressos substanciais ao chegar a um consenso preliminar em expandir as importações chinesas de produtos agrícolas e energéticos dos EUA. No entanto, em 22 de março de 2018, o governo norte-americano divulgou o chamado Relatório sobre a Investigação da Seção 301 contra a China, acusando falsamente a China de "roubo de propriedade intelectual" e "transferência forçada de tecnologia", e subsequentemente anunciou uma tarifa adicional de 25% sobre US$ 50 bilhões de exportações chinesas para os EUA, apontou o livro branco.

Tomando uma visão geral da relação bilateral, o governo chinês enviou novamente uma equipe de trabalho aos EUA para participar de consultas genuínas. Em 19 de maio de 2018, Beijing e Washington emitiram uma declaração conjunta, concordando em abster-se de uma guerra comercial, em continuar com as comunicações de alto nível e em buscar ativamente soluções para as respectivas preocupações econômicas e comerciais. Os EUA anunciaram publicamente que suspenderiam o plano de tarifas adicionais sobre os bens chineses. Em 29 de maio de 2018, apesar da oposição de sua comunidade doméstica de negócios e do público em geral, a administração norte-americana destruiu o consenso apenas dez dias após a declaração conjunta, criticando gratuitamente o sistema econômico e a política comercial da China e ao mesmo tampo anunciando o recomeço do programa tarifário. A partir do início de julho de 2018, em três etapas, os EUA impuseram tarifas adicionais de 25% sobre as exportações chinesas no valor de US$ 50 bilhões e de 10% sobre US$ 200 bilhões, que, de acordo com Washington, seriam aumentadas para 25% em 1º de janeiro de 2019.

Além disso, os EUA ameaçaram mais tarifas sobre todas as exportações chinesas restantes, levando a uma escalada rápida da fricção econômica e comercial entre os dois países. A China, em defesa de sua dignidade nacional e seus interesses do povo, teve que responder com o mesmo tipo e elevar as tarifas sobre as importações dos EUA no valor de US$ 110 bilhões.

Em 1º de novembro de 2018, o presidente norte-americano, Donald Trump, conversou por telefone com o presidente chinês, Xi Jinping, e propôs uma reunião de cúpula. Em 1º de dezembro, os dois presidentes tiveram uma reunião à margem da Cúpula do G20 na Argentina. Conforme seu consenso importante em questões econômicas e comerciais, os dois lados concordaram em suspender novas tarifas por 90 dias para permitir conversas intensivas direcionadas à eliminação total de todas as tarifas adicionais. Nos 90 dias seguintes, as equipes de trabalho da China e dos EUA realizaram três rodadas de consultas de alto nível em Beijing e Washington D.C., alcançando um consenso preliminar sobre muitos assuntos de princípio para o acordo econômico e comercial China-EUA. Em 25 de fevereiro de 2019, os EUA anunciaram o adiamento das tarifas adicionais planejados para 1º de março sobre US$ 200 bilhões de exportações chinesas para os EUA. Do final de março ao início de abril, as equipes de trabalho de ambos os países realizaram outras três rodadas de consultas de alto nível e fizeram progresso substancial.

Após numerosas rodadas de consultas, os dois países concordaram na maior parte das questões. Quanto às questões remanescentes, o governo chinês pediu uma compreensão mútua e compromisso para que soluções fossem encontradas, disse o livro branco.

No entanto, quanto mais se oferece ao governo norte-americano, mais ele quer. Recorrendo à intimidação e coerção, persistiu com demandas exorbitantes, manteve as tarifas adicionais impostas desde o início da fricção e insistiu em incluir exigências obrigatórias relativas aos assuntos soberanos da China no acordo, o que apenas serviu para demorar a resolução de divergências restantes. Em 6 de maio de 2019, os EUA irresponsavelmente acusaram a China de retroceder em sua posição para transferir à China a culpa pelas negociações inconclusivas. Apesar da oposição feroz da China, Washington aumentou as tarifas adicionais sobre US$ 200 bilhões de exportações chinesas para os EUA de 10% para 25%, o que representou um retrocesso sério para as consultas econômicas e comerciais. Em 13 de maio, os EUA anunciaram que tinham lançado procedimentos para impor tarifas adicionais sobre os bens chineses remanescentes, que valem cerca de US$ 300 bilhões.

Esses atos contradisseram o acordo atingido pelos dois presidentes para aliviar a fricção por consulta -- e as expectativas das pessoas em todo o mundo -- lançando uma sombra sobre as consultas econômicas e comerciais bilaterais e o crescimento econômico mundial. Em defesa de seus próprios interesses, a China teve que tomar medidas tarifárias em resposta, disse o livro branco.

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