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China integrará o Banco Interamericano de Desenvolvimento
2008/10/24
Washington, 24 out (Xinhua) -- A China se integrará ao Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) como membro doador, baseando-se em seus crescentes laços com a América Latina e com o Caribe.
A potência asiática se tornará o 48º país membro do BID com sede em Washington, DC. O banco é a única maior fonte de empréstimos de longo prazo para a região, disse o banco em um comunicado divulgado quinta-feira.
"Estamos emocionados por incluir uma economia grande e em crescimento como a China em uma comunidade de nações que está trabalhando junta para resolver os complexos desafios de desenvolvimento que enfrentam a América Latina e o Caribe", disse o presidente do BID, Luis Alberto Moreno.
A China concordou em contribuir com US$ 350 milhões ao Grupo BID para impulsionar programas chave em um momento em que a economia mundial está enfrentando dificuldades.
Os recursos serão distribuídos de sequinte forma:
- US$ 125 milhões serão destinados para o Fundo para Operações Especiais do BID, que oferece créditos a taxas privilegiadas para Bolívia, Guiana, Haiti, Honduras e Nicarágua.
- US$ 75 milhões serão canalizados para os recursos de subvenção múltiplos do BID para fortalecer a capacidade institucional do estado, incluídos os governos municipais e instituições do setor privado.
- US$ 75 milhões serão distribuídos para um fundo do mercado de ações, que será administrado pela Empresa de Investimento Interamericano (CII, sigla em inglês), que empresta a pequenas e médias empresas privadas.
- US$ 75 milhões serão administrados pelo Fundo de Investimento Multilateral, a divisão do BID focada em microempresas.
"A integração da China ao BID proporcionará a ambas as partes uma nova plataforma e oportunidades para comércio e investimento bilaterais, além de uma maior cooperação tecnológica", disse Zhou Wenzhong, embaixador chinês nos Estados Unidos, acrescentando que "esta é uma decisão de vantagens mútuas, que será benéfica aos interesses de todos".
Na década passada, a China se tornou um parceiro comercial cada vez mais importante de muitos países dessa região. O comércio entre a América Latina e o Caribe e a China cresceu 13 vezes desde 1995, passando de US$ 8,4 bilhões a US$ 110 bilhões em 2007.
O país asiático é o segundo maior parceiro comercial dessa região, depois dos Estados Unidos. Em 1995, era o 12º maior parceiro, atrás do Japão e da Alemanha, entre outros países.
A China comprará 184 ações ou 0,004 por cento do capital ordinário do BID, que ficaram disponíveis depois da desintegração da Iugoslávia. A China será o terceiro membro do BID originário do leste asiático, depois do Japão e da República da Coréia, que se integraram em 1976 e em 2005, respectivamente. Fim
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