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China pode fazer pequenos ajustes nas políticas macroeconômicas, dizem especialistas
2009/11/06

Beijing, 6 nov (Xinhua) -- Um ano depois do lançamento do pacote de estímulo econômico e da retomada do ímpeto do crescimento econômico na China, especialistas dizem que o governo está preparado para seguir as políticas macroeconômicas em prol do crescimento e, ao mesmo tempo, fará pequenos ajustes devido à preocupação com a inflação.

Liu Shijin, vice-diretor do Centro de Pesquisa de Desenvolvimento do Conselho de Estado, gabinete chinês, disse em um fórum realizado ontem que muitas pessoas estão acompanhando a tendência dos preços, pois tanto o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) como o Índice de Preços ao Produtor (IPP) devem voltar a crescer até o fim deste ano.

"Penso que o IPC provavelmente terá um crescimento anual de 3% no primeiro semestre de 2010. Já na segunda metade do próximo ano, o movimento do IPC terá muitas incertezas e alguns preveem um crescimento de mais de 5%", disse Liu.

Por isso, as políticas macroeconômicas da China em 2010 devem se focar na manutenção de um crescimento econômico sólido e preços estáveis, afirmou.

Em 21 de outubro, o Conselho de Estado disse que a China precisa equilibrar as tarefas de assegurar um crescimento econômico estável e relativamente rápido, ajustar a estrutura econômica e regular perspectivas da inflação.

Foi a primeira vez este ano que os tomadores de políticas da China incluíram o controle da inflação na lista das tarefas prioritárias.

Jia Kang, diretor do Instituto de Pesquisa para a Ciência Fiscal, ligado ao Ministério das Finanças, disse que o marco de política em prol do crescimento da China deverá continuar a funcionar por um certo período, enquanto o governo deve usar algumas ferramentas econômicas para iniciar algumas reformas esperadas há muito tempo.

"Precisamos ajustar a estrutura econômica e transformar o modelo de crescimento econômico, de maneira que estejamos em uma melhor posição para lidar com a futura inflação", disse.

Chen Dongqi, vice-diretor do Instituto de Pesquisa Macroeconômica, ligado à Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma, disse no fórum que as políticas do próximo ano deverão ajudar a assegurar a demanda interna, especialmente o consumo, para que possa continuar a abastecer o crescimento econômico.

Li Yang, vice-diretor da Academia Chinesa de Ciências Sociais, disse que os efeitos colaterais do pacote de estímulo no valor de quatro trilhões de yuans (US$ 586 bilhões), começaram a aparecer. Segundo o estudioso, no ano passado, o plano centrou-se principalmente na construção de infraestrutura. "(No futuro) o governo deve dar mais apoio às pequenas e médias empresas privadas, a fim de aumentar o volume de emprego", acrescentou. Fim

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