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Presidente do Brasil buscará atrair novos investimentos chineses em visita oficial ao país
2017/08/31

Brasília, 29 ago (Xinhua) -- O presidente brasileiro Michel Temer aproveitará sua visita oficial à China esta semana para divulgar as novas oportunidades de investimento abertas pelos programas de concessões e privatizações anunciados pelo seu governo.

Em sua visita à China esta semana, o presidente brasileiro Michel Temer divulgará as novas oportunidades de investimento abertas pelos programas de concessões e privatizações anunciados por seu governo, em que espera uma importante participação de investimento chinês.

Em uma entrevista com a Xinhua, Temer celebrou os resultados promissores da parceria entre os dois países e destacou o forte intercâmbio comercial e a crescente chegada de investimentos procedentes da China em seu país nos últimos anos.

Temer embarcará esta terça-feira, acompanhado de uma grande comitiva de altos funcionários e de uma delegação de cerca de 40 empresários, para uma visita de Estado que incluirá um encontro bilateral com o presidente Xi Jinping, e sua participação posterior na 9ª Cúpula do BRICS, em Xiamen.

Segundo o mandatário brasileiro, as relações entre o Brasil e a China têm contribuído muito para a promoção do desenvolvimento de benefício mútuo.

"Temos, desde 2012, uma parceria estratégica global, na qual tratamos tanto das questões bilaterais quanto dos principais temas da agenda internacional. É fundamental que o Brasil e a China sigam mantendo uma interlocução fluída e ampla no mais alto nível", disse Temer.

O presidente destacou que as economias dos dois países estão fortemente interconectadas, sendo o Brasil " uma fonte segura de alimentos e insumos para a China, que, por sua vez, é fonte significativa de investimentos para o desenvolvimento brasileiro".

"Essa relação virtuosa também se observa na cooperação científica e tecnológica, da qual o projeto CBERS (Satélite Sino-Brasileiro de Recursos Terrestres) é a expressão mais visível. Mas há um potencial enorme ainda a realizar-se. Estamos comprometidos com a promoção do conhecimento mútuo entre nossas sociedades", afirmou.

Segundo Temer, é necessário aumentar o intercâmbio entre empresários, estudantes, turistas e artistas. "Com esse objetivo, estamos trabalhando para facilitar as viagens por meio de acordos na área consular. Estamos também promovendo a cooperação na área da produção cinematográfica".

Com relação ao papel que a China pode desempenhar no processo de recuperação da economia brasileira, Temer disse que seu governo tem posto em prática uma ambiciosa agenda de reformas estruturais com o objetivo de resgatar a confiança que se traduz em investimentos, crescimento e emprego.

"Agora é continuar no caminho que já traçamos, caminho que passa necessariamente pela atração de mais investimentos externos. Nesse contexto de retomada, queremos continuar a contar com a parceria chinesa", disse Temer.

"A China tem sido uma parceira de primeira linha. O comércio bilateral já alcançou os US$ 45,3 bilhões nos sete primeiros meses de 2017, o que atesta o dinamismo do relacionamento bilateral. Do mesmo modo, temos recebido crescentes investimentos chineses, e há espaço para ainda mais", assegurou o presidente brasileiro.

"As perspectivas são muito promissoras. É em ambiente de confiança e otimismo que chegarei à China para minha visita de Estado", ressaltou.

Perguntado sobre sua expectativa com relação ao Fundo China-Brasil de Cooperação para a Expansão da Capacidade Produtiva, lançado em maio deste ano, Temer afirmou que ela abre novas perspectivas para o aprofundamento das relações econômicas.

"Essa iniciativa permitirá o financiamento de novos projetos, no Brasil, em infraestrutura e logística, energia e recursos minerais, manufatura, agricultura e serviços digitais."

"Nesse mesmo sentido, o Governo brasileiro lançou recentemente uma série de projetos de parceria para investimentos do setor privado que oferecem novas oportunidades para empresas de todo o mundo, inclusive da China".

"Temos hoje no Brasil um programa estruturado com base em marcos regulatórios racionais e previsíveis, que contempla projetos de concessões e privatizações em diversas áreas ligadas à infraestrutura."

"No setor de energia, esperamos a participação de capitais chineses no desenvolvimento de fontes hidráulica, eólica e solar, bem como em linhas de transmissão. Queremos também modernizar e ampliar nossa rede de ferrovias, área em que há reconhecida competência das empresas chinesas. Investir no Brasil hoje é investir em uma economia sólida, que volta a crescer", afirmou.

Sobre as áreas em que as economias de ambos os países encontram maior complementaridade e como vê a possibilidade de integrar as cadeias de valores dos dois países, Temer enfatizou que "o Brasil tem sido fornecedor seguro de alimentos e insumos para a China. A China sabe que pode confiar no Brasil como parceiro na sua segurança alimentar".

Ele complementou que "ao mesmo tempo, estamos empenhados em diversificar nossa pauta exportadora para a China, com maior participação de nossos produtos industriais".

Outro aspecto central das relações econômicas entre o Brasil e a China é o dos investimentos, que podem ganhar novo impulso com o programa de desestatizações do governo brasileiro.

"Também aqui, estamos engajados em ampliar a presença de empresas chinesas no Brasil. Nesse momento em que retomamos o trilho do desenvolvimento, em que as oportunidades se multiplicam, queremos nos beneficiar da excelência chinesa em rodovias, aeroportos, portos, energia elétrica, petróleo e gás", afirmou.

O presidente adiantou que falará a importantes lideranças empresariais chinesas sobre as renovadas perspectivas brasileiras no seminário empresarial que seu governo organizará dia dois de setembro em Beijing.

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