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Islamismo na China
2009/08/12

   por Guilherme Korte
   A introdução do Islamismo na China, mostra freqüentes contatos entre a China e os países árabes. Desde a dinastia Tang, (618 - 907)até a dinastia Song (960-1279), muitos comerciantes muçulmanos de terras árabes e da Pérsia chegaram à China por rotas marítimas e pelo caminha da seda.
   Muitos comerciantes se casaram com mulheres chinesas e se estabeleceram no território, transformando-se nos primeiros muçulmanos chineses. A conquista da Ásia central e ocidental pelos mongóis no século 13, um grande número de árabes, persas e turcos vieram e estabeleceram morada no pais. A crença religiosa comum, criou uma nova nacionalidade muçulmana, a nacionalidade Hui da China. Os muçulmanos Hui têm muito em comum com outras nacionalidades chinesas. Posteriormente, os grupos étnicos do noroeste , incluídos as nacionalidades Uygur, Kazak, Ozbek, Tayik, Tatar, Kirguiz, Salar, Dongxiang e Bonan, se converteram islâmicas. Agora a China, tem 20 milhões de habitantes muçulmanos, a maioria dos quais vivem nas regiões de Xinjiang, Ningxia, Gansu e Qinghai. Estão também presentes em outras regiões do pais. A vida dos muçulmanos na China, melhoraram muito desde 1949, suas liberdades religiosas são garantidas pela constituição e outras leis. Em 1953, se estabeleceu a Associação Islâmica da China, uma organização nacional de muçulmanos. Esta organização ajuda o governo a implantar a política de liberdade religiosa e popularizar a cultura islâmica. A associação publica a revista "Muçulmanos na China", e dirige 9 institutos teológicos islâmicos. Hoje a China possui 34.928 monastérios, 45.051 imãs (líderes religiosos)e 23.480 discípulos que estudam em institutos teológicos islâmicos em diversas regiões do pais. Agora, com a política de reforma e abertura, , com maior poder aquisitivo, viajam em média 5 mil muçulmanos chineses por ano à Mecca, cidade sagrada islâmica.

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